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          "Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de

                Nossa Senhora Aparecida”




A Igreja Católica do Brasil está vivendo um ano de graça celebrando o jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

No ano de 1717, três pescadores, levados por necessidades históricas e econômicas, saíram a pescar, numa época escassa de peixes. Por ação misteriosa de Deus, chegando ao “Porto de Itaguassu”, a primeira coisa que caiu em suas redes foi o corpo de uma imagem quebrada, na altura do pescoço. Num segundo lance de rede, pescaram a cabeça da mesma imagem. Juntando as duas partes viu-se que se tratava da Senhora da Conceição. Depois do encontro da Imagem, a pesca de peixes foi abundante e os pescadores intuíram a presença e ação de Deus naquele singular evento.

Em Aparecida, como na pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, os pescadores passaram pela experiência do insucesso, da incerteza, mas perseveram no trabalho, sabiam que as conquistam vem com muito trabalho confiança e perseverança. Receberam um dom maior do que podiam esperar, esperavam peixes e Deus lhes deu sua própria mãe. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida.

Maria em suas aparições sempre se revela aos pobres, humildes e crianças. Isso não que dizer que Maria só acolhe determinada classe de pessoas. Maria é mãe e como mãe acolhe a todos, mas está mais atenta, dá mais atenção aos filhos mais necessitados, aos doentes, aqueles que não têm como se manter e manter os seus, aos abandonados e carentes de tudo.   Aos que vivem em insegurança como ela viveu ao saber que seria a mãe do filho de Deus, não sabia como seria, como tudo ia acontecer, ela só confiou.

A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se prepararam, recebendo a visita da Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorreu cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus e de sua mãe.

Que a companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!

 



Oração Jubilar: 300 Anos de Bênçãos


 

Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, / há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores / no Rio Paraíba do Sul. / Como sinal vindo do céu, / em vossa cor, / vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, / apenas filhos muito amados. / Diante de vós, embaixadora de Deus, / rompem-se as correntes da escravidão! / Assim, daquelas redes, / passastes para o coração e a vida / de milhões de outros filhos e filhas vossos. / Para todos tendes sido bênção: / peixes em abundância, / famílias recuperadas, / saúde alcançada, / corações reconciliados, / vida cristã reassumida. / Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! / Hoje, em vosso Santuário e em vossa visita peregrina, / nós vos acolhemos como mãe, / e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: / o vosso Filho Jesus, nosso Salvador. / Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! / Ensinai-nos a viver vosso jubileu com gratidão e fidelidade! / Fazei de nós vossos filhos e filhas, / irmãos e irmãs de nosso Irmão Primogênito, Jesus Cristo, Amém!

 



Irmã Maria da Glória Inácio

                                                            

 Priora Provincial       



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    Romaria do Divino Pai Eterno 2017

     

                      Tema da Festa

     

                 O maior evento religioso do Centro-Oeste, o segundo do país, e a maior festa do mundo dedicada ao Divino Pai Eterno, traz, este ano, o tema “Maria: serva fiel e humilde ao Divino Pai Eterno”. A escolha foi inspirada na celebração do Ano Nacional Mariano proclamado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba, em São Paulo.

                     Além disso, o tema está em comunhão com a Igreja em todo o mundo, que celebrou, em maio de 2017, o centenário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em Fátima, Portugal.

     

                     Cronograma

     

                  A expectativa é que, durante os dez dias de festividades, mais de 2,5 milhões de pessoas visitem Trindade/GO para deixar suas orações e agradecimentos ao Pai Eterno. A programação envolve a realização de 115 missas, 45 novenas, 11 procissões e 30 orações do terço, além de centenas de batizados e confissões, alvoradas e vigílias.

                   Entre os eventos especiais, estão: 2ª Romaria da Juventude Redentorista, 3ª Romaria da Vila São Cottolengo, 3ª Romaria da Polícia Civil, 4ª Romaria da Solidariedade, 11ª Romaria da Família Franciscana, 14ª Romaria da Arquidiocese de Goiânia, desfile e Missa dos Cavaleiros e Muladeiros, Missa dos Foliões, desfile dos carros de boi e Missa dos Carreiros e os eventos no dia da grande Festa.

     

                 História da devoção

     

                    Com mais de 170 anos, a devoção ao Divino Pai Eterno em Trindade/GO teve início por volta de 1840. A história narra que o casal Constantino e Ana Rosa Xavier encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um Medalhão de barro, de aproximadamente 8 cm, com a estampa da Santíssima Trindade – Pai, Filho e o Espírito Santo – coroando Nossa Senhora. Beijaram a Imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou, juntamente com uma sucessão de milagres.


    Extraído do Jornal semanal "O Encontro" da Arquidiocese de Goiânia

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    HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NO CENTENÁRIO DE

     

    FATIMA E CANONIZAÇÃO DOS PASTORINHOS “JACINTA E FRANCISCO”

     

             «Apareceu no Céu (…) uma mulher revestida de sol»: atesta o vidente de Patmos no Apocalipse (12, 1), anotando ainda que ela «estava para ser mãe». Depois ouvimos, no Evangelho, Jesus dizer ao discípulo: «Eis a tua Mãe» (Jo.19, 26-27). Temos Mãe! Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia treze de maio de há cem anos atrás. E, à noite, a Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: «Hoje vi Nossa Senhora». Tinham visto a Mãe do Céu. Pela esteira que seguiam os seus olhos, se alongou o olhar de muitos, mas… estes não A viram. A Virgem Mãe não veio aqui, para que A víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o Céu.

             Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre, pois, como ouvíamos na Primeira Leitura, «o filho foi levado para junto de Deus» (Ap 12, 5). E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus».

             Queridos peregrinos, temos Mãe. Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus, pois, como ouvíamos na Segunda Leitura, «aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo» (Rm 5, 17). Quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – a nossa humanidade – que tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará. Como uma âncora, fundeemos a nossa esperança nessa humanidade colocada nos Céus à direita do Pai (cf. Ef 2, 6). Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro.

             Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra. Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos. A presença divina tornou-se constante nas suas vidas, como se manifesta claramente na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a «Jesus Escondido» no Sacrário.

             Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar?    E tanta gente a rezar com ele?» Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus.

             Pois Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um. Ao «pedir» e «exigir» o cumprimento dos nossos deveres de estado (carta da Irmã Lúcia, 28/II/1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida. «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24): disse e fez o Senhor, que sempre nos precede. Quando passamos através dalguma cruz, Ele já passou antes. Assim, não subimos à cruz para encontrar Jesus; mas foi Ele que Se humilhou e desceu até à cruz para nos encontrar a nós e, em nós, vencer as trevas do mal e trazer-nos para a Luz.

             Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e ricos no amor.

     

    Ir. Maria da Glória Inácio

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    MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO SOBRE

    OS 300 ANOS DE APARECIDA

     

                Há 300 anos, um grupo de pescadores saiu como de costume para lançar suas redes. Saíram para ganhar a vida e foram surpreendidos por um achado que lhes mudou os passos: em suas rotinas são encontrados por uma pequena imagem toda coberta de lama. Era Nossa Senhora da Conceição, imagem que durante 15 anos permaneceu na casa de um deles, e aí os pescadores iam para rezar e Ela os ajudava a crescer na fé. Ainda hoje, 300 anos depois, Nossa Senhora Aparecida nos faz crescer e nos mergulha num caminho de discípulos. Aparecida é toda ela uma escola para aprender. E, a esse respeito, gostaria de destacar três aspectos.

     

                (1) O primeiro são os pescadores.Não eram muitos, um grupinho de homens que cotidianamente saíam para encarar o dia e enfrentar a incerteza que o rio lhes apresentava. Homens que viviam com a insegurança de nunca saber qual seria o “ganho” do dia; incerteza nada fácil de gerir quando se trata de levar o alimento para casa e, sobretudo, quando nessa casa há crianças para alimentar. Os pescadores são esses homens que conhecem a ambivalência da generosidade do rio e a agressividade de seus transbordamentos. Acostumados a enfrentar durezas com resistência e teimosia, não deixam – porque não podem deixar – de lançar as redes.

                Esta imagem nos aproxima do centro da vida de tantos irmãos nossos. Vejo rostos de pessoas que desde muito cedo até a noite saem para ganhar a vida. E fazem isto com a insegurança de não saber qual será o resultado. E o que mais dói é ver que – quase ordinariamente – saem para enfrentar a inclemência gerada por um dos pecados mais graves que, hoje, açoita o nosso Continente: a corrupção. Essa corrupção que arrasa com vidas, mergulhando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras, submetendo-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, vai corroendo a vida cotidiana de nosso povo. E aí estão tantos irmãos nossos que, de maneira admirável, saem para lutar e enfrentar os “transbordamentos”.

     

                (2) O segundo aspectoé a Mãe. Maria conhece em primeira mão a vida de seus filhos. Uma mãe que está atenta e acompanha a vida dos seus. Vai onde não é esperada. No relato de Aparecida, nós a encontramos no meio do rio, cercada de lama. Aí, espera seus filhos, aí está com seus filhos, no meio de suas lutas e buscas. Não tem medo de se submergir com eles nas vicissitudes da história e, se necessário, sujar-se para renovar a esperança. Maria aparece ali onde os pescadores lançam as redes, ali onde esses homens tentam ganhar a vida. Aí está ela.

     

                (3) Por último, o encontro.As redes não se encheram de peixes, mas, ao contrário, de uma presença que lhes encheu a vida e lhes deu a certeza que em suas tentativas, em suas lutas, não estavam sós. Era o encontro desses homens com Maria. Depois de limpá-la e restaurá-la, levaram-na a uma casa onde permaneceu um bom tempo. Esse lar, essa casa, foi o lugar onde os pescadores da região iam ao encontro de Aparecida. E essa presença se fez comunidade, Igreja. As redes não se encheram de peixes, se transformaram em comunidade.

                Em Aparecida, encontramos a dinâmica do Povo crente que se confessa pecador e auxiliado, um povo forte e obstinado, consciente que suas redes, sua vida, está cheia de uma presença que o alenta a não perder a esperança. Uma presença que se esconde no cotidiano do lar e das famílias, nesses silenciosos espaços nos quais o Espírito Santo continua sustentando nosso Continente. Tudo isto nos apresenta um belo ícone que nós somos convidados a contemplar.

                Viemos como filhos e como discípulos para escutar e aprender o que hoje, 300 anos depois, este acontecimento continua nos dizendo. Aparecida  não nos traz receitas, mas chaves, critérios, pequenas grandes certezas para iluminar e, sobretudo, “acender” o desejo de retirarmos qualquer roupagem desnecessária e voltar às raízes, ao essencial, à atitude que plantou a fé nos inícios da Igreja e, depois, fez de nosso Continente a terra da esperança.



    Ir. Maria da Glória Inácio

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