Agenda da Província

Palavra da Provincial

150 anos do nascimento do Venerável Padre Giocondo Pio Lorgna

- Quem foi Giocondo e algumas de suas virtudes:

Padre Giocondo foi um homem com grandes virtudes que marcou sua época e continua sendo luz para os nossos dias  na missão.

  Conhecedor de si mesmo era acolhedor, capaz de perdoar, era paciente, caridoso, homem de respeito e sabedoria no contato com as pessoas; era coerente nas palavras e sabia amar indistintamente. Como disse um pensador: "A maior virtude de um homem é saber amar, o mais são complementos da vida”.

  Giocondo Pio Lorgna, sacerdote dominicano, nasceu em Popetto de Tresana – Itália, no dia 27 de setembro de 1870. Em 1905 foi-lhe confiada a Paróquia de Ss. João e Paulo em Veneza. Em 1922 teve a alegria de receber do Patriarca de Veneza a aprovação da Congregação por ele fundada: as Irmãs Dominicanas da Beata Imelda que dão continuidade ao seu carisma, centrado na Palavra e na Eucaristia e a sua predileção pelas crianças e jovens.

- Sua grande paixão e missão na Igreja e no mundo:

  A Eucaristia é o centro da sua espiritualidade; Como ele mesmo nos disse: "O tesouro de vocês é a Eucaristia”. E ainda como afirma Santo Agostinho, doutor da Igreja: "Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele”. Assim viveu Giocondo bem unido com Jesus e anunciando cada dia o seu Reino Eucarístico entre os pobres. Foi um apóstolo, um missionário muito animado e de grandes horizontes, que acolheu as necessidades do seu tempo e as enfrentou com os recursos da fé e do amor cristão. Giocondo é o homem da Palavra, da oração e da caridade! Como São Domingos de Gusmão, que contempla a Virgem do Rosário, ele vê e nos apresenta a Beata Imelda como um excelente modelo de amor eucarístico.

- Seu legado para nós:

  "Amar e fazer com que os nossos irmãos e irmãs também conheçam e amem a Jesus Eucaristia”. Somos chamadas a fazer a experiência de conhecer, amar e anunciar Jesus no mundo onde estamos inseridas. Como disse o teólogo padre Benjamim Aguire; "A pessoa Consagrada se compromete a representar a Cristo presente; Fazer que se sinta a presença do que está presente. Ser sinal da presença de Cristo”.

  Hoje a Congregação continua presente e respondendo os apelos de Deus na Itália, Brasil, República dos Camarões, Filipinas, Albânia, Bolívia, Indonésia e México.

  Maria, Mãe das vocações, rogai por nós!


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    Romaria do Divino Pai Eterno 2017

     

                      Tema da Festa

     

                 O maior evento religioso do Centro-Oeste, o segundo do país, e a maior festa do mundo dedicada ao Divino Pai Eterno, traz, este ano, o tema “Maria: serva fiel e humilde ao Divino Pai Eterno”. A escolha foi inspirada na celebração do Ano Nacional Mariano proclamado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba, em São Paulo.

                     Além disso, o tema está em comunhão com a Igreja em todo o mundo, que celebrou, em maio de 2017, o centenário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em Fátima, Portugal.

     

                     Cronograma

     

                  A expectativa é que, durante os dez dias de festividades, mais de 2,5 milhões de pessoas visitem Trindade/GO para deixar suas orações e agradecimentos ao Pai Eterno. A programação envolve a realização de 115 missas, 45 novenas, 11 procissões e 30 orações do terço, além de centenas de batizados e confissões, alvoradas e vigílias.

                   Entre os eventos especiais, estão: 2ª Romaria da Juventude Redentorista, 3ª Romaria da Vila São Cottolengo, 3ª Romaria da Polícia Civil, 4ª Romaria da Solidariedade, 11ª Romaria da Família Franciscana, 14ª Romaria da Arquidiocese de Goiânia, desfile e Missa dos Cavaleiros e Muladeiros, Missa dos Foliões, desfile dos carros de boi e Missa dos Carreiros e os eventos no dia da grande Festa.

     

                 História da devoção

     

                    Com mais de 170 anos, a devoção ao Divino Pai Eterno em Trindade/GO teve início por volta de 1840. A história narra que o casal Constantino e Ana Rosa Xavier encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um Medalhão de barro, de aproximadamente 8 cm, com a estampa da Santíssima Trindade – Pai, Filho e o Espírito Santo – coroando Nossa Senhora. Beijaram a Imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou, juntamente com uma sucessão de milagres.


    Extraído do Jornal semanal "O Encontro" da Arquidiocese de Goiânia

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    HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NO CENTENÁRIO DE

     

    FATIMA E CANONIZAÇÃO DOS PASTORINHOS “JACINTA E FRANCISCO”

     

             «Apareceu no Céu (…) uma mulher revestida de sol»: atesta o vidente de Patmos no Apocalipse (12, 1), anotando ainda que ela «estava para ser mãe». Depois ouvimos, no Evangelho, Jesus dizer ao discípulo: «Eis a tua Mãe» (Jo.19, 26-27). Temos Mãe! Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia treze de maio de há cem anos atrás. E, à noite, a Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: «Hoje vi Nossa Senhora». Tinham visto a Mãe do Céu. Pela esteira que seguiam os seus olhos, se alongou o olhar de muitos, mas… estes não A viram. A Virgem Mãe não veio aqui, para que A víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o Céu.

             Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre, pois, como ouvíamos na Primeira Leitura, «o filho foi levado para junto de Deus» (Ap 12, 5). E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus».

             Queridos peregrinos, temos Mãe. Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus, pois, como ouvíamos na Segunda Leitura, «aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo» (Rm 5, 17). Quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – a nossa humanidade – que tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará. Como uma âncora, fundeemos a nossa esperança nessa humanidade colocada nos Céus à direita do Pai (cf. Ef 2, 6). Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro.

             Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra. Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos. A presença divina tornou-se constante nas suas vidas, como se manifesta claramente na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a «Jesus Escondido» no Sacrário.

             Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar?    E tanta gente a rezar com ele?» Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus.

             Pois Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um. Ao «pedir» e «exigir» o cumprimento dos nossos deveres de estado (carta da Irmã Lúcia, 28/II/1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida. «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24): disse e fez o Senhor, que sempre nos precede. Quando passamos através dalguma cruz, Ele já passou antes. Assim, não subimos à cruz para encontrar Jesus; mas foi Ele que Se humilhou e desceu até à cruz para nos encontrar a nós e, em nós, vencer as trevas do mal e trazer-nos para a Luz.

             Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e ricos no amor.

     

    Ir. Maria da Glória Inácio

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